Aborrecido

 

Nesta eterna falta do que falar
A mesma eterna falta do que fazer
Não sei o que pensar
Nem muito menos o que dizer
Fico apenas a divagar
Devanear sem nada fazer
Viajar sem sair do lugar
E esperar o mundo adormecer
Pra quem sabe poder acordar
E redescobrir o que é viver
Sem se prender e sem chorar
E não mais querer morrer