Jazigo Eterno

 

No fundo do poço
Encontro meu corpo
Aqui jaz minha alma
Junto ao poço que me joguei
Alma de um simples qualquer
Perdida na multidão
Aqui me vejo
Meu eterno poço de amargura
Sem sentidos ou sentimentos
No fundo dele me encontro
Em sua borda minh'alma admira meu corpo
Que jaz inerte em seu fundo lodoso
Olho para cima e nada vejo
Para baixo nada existe
Para trás só o tempo perdido em vão
Para frente um futuro que não virá
Pois ali estou
Dali nunca sairei
Ali no fundo do poço
No poço meu corpo jaz
Na sua borda minh'alma jaz
Um olhando para o outro
Sem nunca encontrar a paz