Medo

 

Prisão do medo da violência
Prisão do medo do desconhecido
Eternas grades invisíveis
Que nos tira a liberdade
O medo que preserva a vida
É o mesmo que nos priva dela
Que nos mata por dentro
E arranca a sanidade
Deixando-nos inertes em frente a ele
Com medo do próprio medo