Morte

 

Eternas noites de ninguém
De seres obscuros frios e ocultos
Onde a luz da lua mostra alguém
Oculto, sem rosto, sem sombra
Que derrama sangue sem pensar
Apenas o desejo da fome saciar
Alguém oculto, sem rosto, sem vida
Oculto nas lembranças dos mortos
Que viram sua vida se esvair
Pelas mãos de alguém
Os sons dos passos
E as pegadas no sangue
Nessas eternas noites de ninguém
Onde as luzes se apagaram
A morte toma forma
Num humano oculto, sem rosto
Onde a vida falta e a morte sobra
No rosto de ninguém