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Versos
Profanos
O teu corpo nu,
Pregado na parede,
Banhado com meu sangue,
Não mata minha sede.
O teu corpo morto,
Jogado meio torto,
Em meio aquela lama,
Imagino numa cama.
O teu corpo numa mesa,
Com vinho e sangue,
E alguma sobremesa,
Até mata minha fome.
O teu corpo vivo,
Batendo no peito o coração,
Não mata minha sede, nem fome,
Nem sequer me dá tesão. |